Febre colecionável turbina receita de bancas e chama atenção de investidores de nicho
Panini – A editora responsável pelo Álbum da Copa viu seu produto virar “ouro de papel” depois que um criador de conteúdo comprou, de uma só vez, mil pacotes de figurinhas por R$ 7 mil em uma banca da Vila Mariana, em São Paulo, fato registrado em vídeo que já supera 2 milhões de visualizações.
- Em resumo: compra única multiplicou em mais de 10 vezes o tíquete médio diário da banca e viralizou nas redes.
Compra-relâmpago revela potencial de R$ 1,6 bi no mercado de colecionáveis
O setor de cromos esportivos movimentou globalmente US$ 310 milhões em 2022, e parte desse montante vem do Brasil. Segundo dados compilados pelo Valor Econômico, a Panini costuma dobrar o faturamento em anos de Copa.
Em dias comuns, a banca fatura cerca de R$ 600; com a onda da Copa, o número salta para até R$ 15 mil, relatou a atendente Fernanda Alves.
Por que o “efeito TikTok” interessa ao bolso de quem vende — e de quem investe
O vídeo disparou o engajamento e gerou filas em bancas próximas. Especialistas em varejo veem um gatilho de vendas semelhante ao efeito de lives-commerce: audiência massiva convertida em receita quase instantânea. A tendência tende a se repetir à medida que criadores procuram desafios de alto valor, elevando a demanda por estoques limitados.
Para quem especula em produtos de cultura pop, o episódio sinaliza escala: caixas lacradas de figurinhas, adquiridas por R$ 7 cada pacote, já são revendidas online com ágio de 25% em marketplaces. Se a Seleção Brasileira avançar nas fases decisivas, analistas estimam nova rodada de superaquecimento — e falta de produto — lembrando o desabastecimento visto em 2014.
O que você acha? A febre das figurinhas é oportunidade de lucro ou risco de estoque parado após o torneio? Para mais análises de consumo e tendências de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TikTok