Conflito no Oriente Médio desencadeia corrida às commodities na B3
B3 – O aumento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã impulsionou, em março, a maior virada de mesa do ano no mercado brasileiro: as ações de petróleo, combustíveis e gás movimentaram R$ 133,07 bilhões, recorde de 2024 e salto de 134% frente a fevereiro.
- Em resumo: volume nas petroleiras subiu de R$ 56,7 bi para R$ 133,1 bi em um único mês.
Petrobras puxa o fluxo; Prio e Vibra entram no radar
A forte demanda de investidores posicionados em commodities fez a Petrobras responder por 63% do giro anual do setor, com R$ 85,1 bilhões apenas em março. Movimentos semelhantes ocorreram em empresas independentes de exploração e distribuição, caso da Prio (PRIO3), que triplicou negociações para R$ 30,2 bilhões, e da Vibra (VBBR3), cuja liquidez avançou 25%.
Segundo a Datawise+, “em momentos de maior volatilidade externa, investidores aumentam o giro justamente em setores expostos a commodities para ajustar posições ou capturar oportunidades”.
Impacto nas cotações e na macroeconomia global
O choque geopolítico elevou o barril do Brent para a faixa de US$ 82–85 nos últimos dias, afastando o petróleo do patamar de US$ 70 visto no início do ano. Esse repique pressiona a inflação de energia em economias centrais e pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve, o que, por tabela, afeta o apetite ao risco em mercados emergentes. No Brasil, o repasse ao consumidor já preocupa o Banco Central na revisão das projeções de IPCA.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters