Duration dos títulos é o fator decisivo para risco e retorno
Itaú Asset – Em meio ao início de um ciclo de corte da Selic e à inflação ainda acima da meta, a gestora reforça que entender o prazo dos títulos dentro dos ETFs B5P211 e IMAB11 pode significar diferença direta no bolso do investidor.
- Em resumo: B5P211 aposta em papéis até 5 anos; IMAB11 carrega vencimentos curtos, médios e longos, ampliando a sensibilidade aos juros.
Duration curta ou longa: qual responde melhor ao IPCA?
No B5P211, o índice IMA-B 5 concentra NTN-Bs de até cinco anos, criando uma couraça contra oscilações bruscas de juros. Já o IMAB11 replica o IMA-B completo, cuja duração média é quase o dobro, amplificando ganhos – e riscos – quando a taxa básica recua, mostram dados da Reuters sobre a última sinalização do Banco Central.
“Ambos buscam proteger contra a inflação, mas a duração maior do IMAB11 faz o investidor sentir a variação dos juros de forma mais intensa”, afirma Rodrigo Araújo, especialista de ETFs da Itaú Asset.
Queda dos juros: potencial de valorização ou defesa da carteira?
A Selic, que estava em 13,75% ao ano até agosto e já começou a recuar, tende a valorizar títulos indexados ao IPCA no mercado secundário. Nesse ambiente, o IMAB11 costuma capturar ganho extra de marcação a mercado, enquanto o B5P211 oferece rota mais estável, típica de quem prefere preservar capital sem abrir mão do juro real.
Para quem mira a aposentadoria ou gastos previstos nos próximos três anos, a menor volatilidade do B5P211 pode ser mais apropriada. Já quem projeta horizonte acima de cinco anos e acredita em cortes adicionais de 50 pontos-base nas próximas reuniões do Copom pode ver no IMAB11 um multiplicador de retorno real.
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Crédito da imagem: Divulgação / Itaú Asset