Rendimentos mensais batem pico e podem turbinar a renda passiva
Fundos Imobiliários (FIIs) – O calendário de abril de 2026 libera dividendos que alcançam até 1,48% ao mês, colocando algumas cotas acima do próprio CDI e reforçando a atratividade da classe para investidores em busca de fluxo de caixa recorrente.
- Em resumo: quem tiver posição até o fim de março recebe a partir de 9 de abril; o maior valor individual é de R$ 1,20 por cota.
Datas de corte definem quem embolsa até R$ 1,20 por cota
Os pagamentos concentram-se entre 9 e 15 de abril, com exceções pontuais no fim do mês. Fundos de “papel”, como MFII11 (1,48% de yield) e TEPP11 (1,44%), lideram o retorno no período, impulsionados pela indexação a IPCA e CDI. Já nos fundos de “tijolo”, nomes tradicionais como HGLG11 distribuem R$ 1,10 por cota, mesmo em um cenário de vacância mais elevada. A lista completa está disponível na B3, e os dados foram compilados pelo Valor Econômico, referência em informações de mercado.
Santander projeta a entrada de 400 mil novos cotistas em 2026, elevando o universo de investidores em FIIs para 3,4 milhões e adicionando liquidez estimada em R$ 6 bilhões ao setor.
Selic em queda e IFIX em alta reforçam atratividade
Com a Selic em trajetória descendente – o Banco Central cortou a taxa para 9,25% ao ano em março – a renda fixa tradicional perde apelo relativo. O IFIX, índice que reúne os principais FIIs, acumula alta de 7% no ano, superando o Ibovespa no mesmo intervalo. Historicamente, a correlação do IFIX com a bolsa global não passa de 12%, segundo levantamento da XP, o que confere caráter defensivo à classe durante choques externos.
Adicionalmente, o “efeito renda” favorece os fundos de papéis indexados ao IPCA: mesmo com a inflação projetada em 4% para 2026, os contratos ainda carregam spreads que mantêm o yield real positivo. Já os fundos de galpões logísticos podem se beneficiar do avanço do e-commerce, cuja participação nas vendas do varejo brasileiro saltou de 2% em 2019 para 11% em 2025, de acordo com dados da ABCom.
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