Cessação temporária do conflito não freia a disparada dos juros bancários
XP Investimentos – A corretora mantém no ar, nesta quinta-feira (9), CDBs que pagam 14,950% ao ano e papéis atrelados à inflação de até IPCA + 8,340%, mesmo após o frágil cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã, noticiado em transmissão da Band. Para o investidor, a janela de rendimento ainda é larga, mas pode se fechar rápido se o alívio geopolítico derrubar as expectativas de Selic.
- Em resumo: CDB pré a 14,950% e LCA IPCA + 5,600% continuam disponíveis na plataforma.
Por que as taxas seguem altas?
Analistas lembram que, apesar do recuo de até 46 pontos-base nos DIs curtos ontem, o prêmio de risco local permanece elevado. Segundo a Reuters, o petróleo ainda ronda US$90, patamar que pressiona a inflação global. A combinação de curva de juros inclinada e incerteza fiscal doméstica faz os bancos pagarem mais para captar.
O DI para janeiro/2028 encerrou a 13,475%, um tombo de 46 pontos-base, mas ainda 20 pontos acima do nível pré-conflito.
Impacto no bolso e no portfólio
Com a Selic em 14,75% ao ano, títulos pós-fixados que rendem até 108% do CDI ultrapassam 15,9% brutos, superando boa parte dos dividendos de ações. Já LCIs que pagam 100% do CDI oferecem isenção de IR na fonte, tornando-se alternativa líquida para reservas de curto prazo.
Historicamente, janelas como a de 2020 – quando o choque da pandemia derrubou a Selic de 13,75% para 2% – mostram que quem trava prefixados altos por 12 ou 24 meses costuma proteger poder de compra até o novo ciclo de corte. A diferença, agora, está no risco de reprecificação rápida caso o Banco Central sinalize redução já no próximo Copom.
O que você acha? Vai travar taxa recorde ou esperar o Copom? Para mais comparativos de CDB, LCI e LCA, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS