Queda da Selic pode turbinar títulos prefixados e abrir caminho para ações brasileiras
C6 Bank – Em relatório de carteiras divulgado recentemente, o banco reforçou a exposição a títulos de renda fixa prefixados e deixou a porta entreaberta para maior peso de ações brasileiras, apostando em juros futuros mais baixos e na migração de investidores para ativos de risco.
- Em resumo: Exposição a prefixados subiu de neutro para overweight, enquanto Bolsa doméstica saiu de underweight para posição neutra.
Por que os prefixados voltaram ao radar?
Segundo o C6, o choque no preço de energia após o conflito no Oriente Médio elevou a curva de juros, mas esse movimento começa a se dissipar. Dados compilados pela Reuters mostram que as expectativas de inflação de longo prazo no Brasil recuaram, e o próprio mercado já precifica Selic perto de 13,5% para os vértices mais longos.
“Essa expectativa já recuou para algo próximo de 13,5%”, destaca o banco ao justificar a sobreponderação de prefixados.
Impacto potencial na Bolsa brasileira
Historicamente, cada ponto percentual de queda na Selic adiciona 8% a 10% de valor ao Ibovespa em janelas de 12 meses, segundo cálculos da B3. Se o ciclo de afrouxamento prosseguir, o custo de oportunidade cai e torna a renda variável mais atraente. Além disso, o fluxo estrangeiro para emergentes tende a aumentar quando há sinais de alívio geopolítico, favorecendo companhias ligadas a commodities e consumo interno.
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Crédito da imagem: Divulgação / C6 Bank