Fluxo estrangeiro mira ETFs e reforça otimismo com a B3
B3 – Em uma semana de forte aversão a risco para mercados emergentes, a Bolsa brasileira registrou captação de US$ 883 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões) em fundos de ações, segundo levantamento do JPMorgan divulgado recentemente. O dado contrasta com saídas de US$ 3,9 bilhões observadas nos demais países em desenvolvimento e reforça a percepção de que o investidor global segue enxergando oportunidade no Brasil, sobretudo via índices.
- Em resumo: só a carteira brasileira ficou azul enquanto Ásia, EMEA e Golfo viravam para resgate.
Fundos globais retiram US$ 3,9 bi de emergentes
Nos sete dias analisados, a Ásia (ex-Japão) perdeu mais de US$ 5 bilhões, e a região EMEA registrou a quinta semana consecutiva de saques, mostram dados compilados pelo banco norte-americano. Já a América Latina virou para terreno positivo graças, em grande parte, ao Brasil, acrescenta relatório citado pela Reuters.
Entradas de US$ 883 milhões em produtos ligados ao Ibovespa reforçam o apetite por ETFs sediados no exterior, aponta o JPMorgan.
Por que o Brasil continua no radar dos investidores?
Três fatores ajudam a explicar o descolamento: (1) o ciclo de corte da Selic reduz o custo de capital, mas mantém retorno real ainda atrativo; (2) múltiplos do Ibovespa seguem abaixo da média de cinco anos, mesmo após alta de 15% no primeiro trimestre; e (3) avanço de reformas pró-mercado, como o novo arcabouço fiscal, que sinaliza maior disciplina orçamentária. Além disso, o setor de energia liderou ganhos locais, enquanto serviços de comunicação sustentaram o mercado mexicano, segundo o JPMorgan.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3