Compressão de margem atinge concorrentes, mas boutiques viram o jogo
Boutiques de assessoria de investimentos – Levantamento recente revela que, em 2025, esses escritórios enxutos aumentaram a margem Ebitda de 11,17% para 14,5%, enquanto a média do setor recuou de 13,22% em 2024 para 12,16%. O movimento sinaliza ganho de eficiência justamente quando grandes players sofrem para preservar rentabilidade.
- Em resumo: menores estruturas reduziram custos e capturaram clientes de alta renda, elevando margem mesmo sob forte competição.
Por que os pequenos ganharam fôlego?
A estratégia das boutiques combina carteiras mais personalizadas e estruturas de custo fixo menor. Segundo levantamento do Valor Econômico, a migração de assessores sêniores para escritórios independentes acelerou após 2024, atraindo patrimônio sem elevar despesas administrativas.
A margem Ebitda média do setor caiu para 12,16% em 2025, mas as boutiques avançaram para 14,5%, superando o patamar de 11,17% registrado no ano anterior.
Selic elevada e competição digital pressionam as grandes
Com a Selic acima de dois dígitos durante boa parte de 2025, bancos tradicionais reforçaram produtos de renda fixa, espremendo o spread das assessorias vinculadas a plataformas maiores. Paralelamente, a guerra de taxas das corretoras digitais reduziu ainda mais a comissão sobre ativos de renda variável.
Para especialistas, o histórico recente ajuda a explicar o contraste: em 2021, quando a Selic estava em 2%, as margens de grandes escritórios superavam 15%. Desde então, custos regulatórios mais altos, avanço de plataformas 100% online e pressão de compliance comprimiram ganhos — um cenário que as boutiques, mais leves, contornaram com nichos de atendimento e fidelização por performance.
O que você acha? A agilidade das boutiques será suficiente para manter o ritmo ou as gigantes reagirão? Para mais análises sobre o mercado de assessoria, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed