De São Carlos às zonas de conflito, a tecnologia que transforma membranas de diálise em água segura
PWTech – Fundada em 2019 dentro da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a companhia brasileira de purificadores portáteis virou referência em emergências humanitárias ao filtrar até 10 mil litros diários de água contaminada e já atende operações da ONU em 32 países, incluindo Ucrânia, Gaza e Haiti.
- Em resumo: dispositivo de 18 kg entrega água potável por R$ 0,01 o litro e já beneficiou mais de 2 milhões de pessoas.
Caixa de 18 kg vira arma logística contra sede e doenças
Com menos de um metro de largura, o aparelho utiliza uma sequência de filtros que termina numa membrana inspirada na hemodiálise hospitalar. O resultado passa pelos padrões do Ministério da Saúde e atraiu clientes como Vale, Andrade Gutierrez, Exército e Corpo de Bombeiros. Segundo dados da Reuters sobre missões humanitárias, soluções móveis reduzem em até 70% o custo de transporte de água engarrafada.
“Não vendemos purificadores; vendemos impacto: água de qualidade que melhora indicadores de saúde, educação e produtividade”, resume o cofundador Fernando Marcos Silva.
Cortes na ajuda externa atingem caixa, mas diversificação reacende receita
A receita da startup caiu 50% após a redução de 60% nos recursos internacionais da USAID, determinada pelo então presidente Donald Trump. Para compensar, a empresa abriu seis frentes: governo, ESG corporativo, reuso industrial, agronegócio, agricultura familiar e saneamento rural — esta última em parceria com a Sabesp. O movimento casa com o alerta da ONU de que, até 2030, metade da população mundial pode enfrentar escassez hídrica severa, cenário que eleva a demanda por soluções descentralizadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / PWTech