Tecnologia preditiva vira prioridade após enchentes e vendavais recordes
CNseg – A federação que representa o mercado segurador brasileiro calcula que, entre 2022 e 2024, os desastres climáticos já provocaram R$ 184 bilhões em prejuízos econômicos, forçando o setor a redesenhar produtos e operações para evitar um salto ainda maior no custo dos sinistros.
- Em resumo: perda bilionária impulsiona adoção de modelos preditivos, imagens de satélite e seguros paramétricos.
Dados, satélites e seguros paramétricos entram em cena
Para minimizar a conta dos eventos extremos, companhias locais miram o roteiro seguido por Estados Unidos, Alemanha e Japão, onde sensores climáticos e geodados já disparam gatilhos automáticos de indenização. Estudo da Reuters aponta que as perdas econômicas globais atingiram US$ 280 bilhões em 2023, volume que reforça a urgência da digitalização.
“As perdas econômicas globais associadas a eventos naturais chegaram a US$ 280 bilhões em 2023, aponta a Swiss Re.”
Por que isso mexe no bolso do consumidor e dos acionistas
Quanto maior a frequência de enchentes, maior a probabilidade de reajustes nas apólices residenciais e empresariais – um repasse que encontra inflação oficial ainda acima do centro da meta e pressiona margens corporativas. Paralelamente, a adoção de inteligência territorial reduz a volatilidade das carteiras e agrada investidores que cobram transparência climática nos relatórios ESG.
O que você acha? O mercado segurador está preparado para o próximo El Niño? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images