Produtores inovam no semiárido e prometem rótulos premium fora do eixo Sul-Sudeste
Vale do São Francisco – tradicional berço da viticultura tropical – começa a dividir os holofotes com novos polos em estados como Paraíba, Pernambuco e Bahia, movimento recente que redireciona investimentos e pode ampliar a fatia nordestina no competitivo mercado de vinhos do país.
- Em resumo: vinícolas fora do eixo Sul adotam tecnologia de irrigação e múltiplas safras anuais para ganhar escala e margem.
Clima quente e colheitas extras viram vantagem competitiva
A possibilidade de duas até três vindimas por ano, algo impraticável em regiões tradicionais, reduz custo fixo e gera oferta constante. Segundo reportagem da Valor Econômico, cooperativas e fundos de private equity já mapearam o Nordeste como fronteira agrícola de alto valor agregado.
“As primeiras experiências datam dos anos 1970 no Vale do São Francisco, mas a nova onda de expansão avança agora para além das margens do rio”, diz o estudo citado.
Aposta econômica: enoturismo e capital privado aceleram o setor
O avanço da malha aérea regional e incentivos tributários estaduais estimulam resorts, restaurantes e rotas turísticas em torno dos vinhedos, elevando ticket médio e girando a economia local. Analistas veem sinergia com o agronegócio exportador, que já domina logística refrigerada e pode abrir novos canais de venda para rótulos premium brasileiros.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed