Produtividade salta e ambição global coloca empresa no radar de investidores
Viktória Cargas – Desde que Selly Sayed e Daniel Costardi deixaram uma carreira nos EUA para assumir a companhia, a operação enxugou custos, turbinou a eficiência em 34% e já mira um faturamento de R$ 200 milhões em 2030, potencial que pode redefinir a competição no transporte aéreo e rodoviário brasileiro.
- Em resumo: receita passou de R$ 72 mi (2025) para projeção de quase triplo em cinco anos.
Consultoria interna corta ociosidade e libera caixa
Num diagnóstico iniciado em 2022, o casal mapeou processos, renegociou fretes e acabou com caminhões rodando vazios. A estratégia é alinhada ao ciclo de recuperação do setor, que expandiu 6,2% no país em 2025, segundo dados da Bloomberg.
“A produtividade aumentou 34% em quatro anos; fizemos o básico: pessoas, processos e sistemas”, resume Costardi.
Entrada nos fármacos agrega margem e cria barreira de mercado
Com certificações da Anvisa e o selo OEA da Receita Federal, a Viktória abrirá um armazém em Guarulhos focado em medicamentos controlados – nicho que deve ganhar tração após a queda de patentes de canetas emagrecedoras. O movimento coincide com a previsão da IQVIA de que o mercado farmacêutico brasileiro some R$ 240 bilhões anuais até 2030, reforçando a meta de R$ 200 mi da transportadora.
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Crédito da imagem: Divulgação / Viktória Cargas