Prazos apertados e corrida com a China elevam a pressão sobre NASA, SpaceX e Blue Origin
NASA – A cápsula Orion da missão Artemis II pousou em segurança, transmitida no Brasil pela Band, reacendendo a disputa bilionária pela exploração lunar enquanto protótipos de pouso ainda acumulam atrasos críticos.
- Em resumo: Órbita perfeita, mas módulos de pouso de Elon Musk e Jeff Bezos já somam até dois anos de atraso.
Do voo impecável ao gargalo do módulo de pouso
O Escritório do Inspetor-Geral da agência calcula que a versão lunar da Starship está, no mínimo, 24 meses atrasada, enquanto a Blue Moon enfrenta oito meses de derrapagem e quase metade das pendências de projeto abertas desde 2024. Segundo dados da Reuters, cada mês adicional adiciona custos estimados em dezenas de milhões de dólares aos contratos firmados.
“A Starship lunar da SpaceX está pelo menos dois anos fora da janela original”, conclui o relatório de 10 de março do Inspetor-Geral da NASA.
Impacto no mercado e a nova corrida espacial
Com o Congresso norte-americano já aprovando mais de US$ 32 bilhões para todo o programa Artemis, cada deslize alimenta temores de cortes ou redistribuição de verbas. Analistas lembram que a China, com seu Longa Marcha 10, promete alunissar antes de 2030 usando arquitetura mais simples – dois lançamentos e acoplamento em órbita lunar – o que aumenta a pressão geopolítica e potencialmente atrai capital privado asiático.
A consultoria BryceTech projeta que a economia espacial, hoje avaliada em US$ 546 bilhões, pode superar US$ 1 trilhão até 2035, condicionada ao sucesso das primeiras bases lunares. No curto prazo, contudo, investidores em SpaceX e Blue Origin monitoram a capacidade de manter metano e oxigênio líquidos a temperaturas ultrabaixas em depósitos orbitais, desafio que já atrasou duas vezes o próprio abastecimento no solo do Centro Espacial Kennedy.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA via Getty Images