A nova corrida contra hackers virtuais pode custar caro aos bancos
Federal Reserve (Fed) – Em um encontro reservado na última terça-feira (7/4), a autoridade monetária dos EUA e o Tesouro alertaram os maiores bancos de Wall Street para um risco concreto: o Mythos, modelo de Inteligência Artificial criado pela Anthropic, estaria apto a detectar e explorar falhas em praticamente todos os sistemas operacionais do mercado, elevando o perigo de ataques cibernéticos em escala global.
- Em resumo: Autoridades temem perdas semelhantes ou superiores aos US$ 20,87 bi registrados em golpes digitais em 2025.
IA ofensiva vira prioridade zero em Washington
Segundo apurou a Bloomberg News, o objetivo do Fed e do Tesouro é checar se as instituições já adotam protocolos extras de defesa, como segmentação de rede e testes de intrusão contínuos.
“O Mythos pode mapear vulnerabilidades em segundos, algo que equipes humanas levariam semanas para descobrir”, relatou uma fonte presente na reunião.
Brasil também eleva o nível de alerta
No mesmo compasso, o Banco Central (BC) classificou a IA como “caixa-preta” no seu Relatório de Estabilidade Financeira de 2025, sinalizando futura regulação para algoritmos e até computação quântica. A ofensiva ocorre em um momento em que o FBI registrou recorde de 1 milhão de queixas de cibercrime e prejuízo 26% maior em 2025, com o Brasil figurando entre os 20 países mais afetados, somando 2.686 reclamações.
Analistas lembram que, apenas nos EUA, bancos destinam mais de US$ 150 bilhões anuais a segurança digital, segundo dados recentes do Bank for International Settlements (BIS). Caso falhas de IA se multipliquem, o custo tende a escalar e pode impactar margens já pressionadas por juros altos.
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