Braço off-site virou ponto de atrito entre construtora e investidores
Tenda (TEND3) – Na última semana, um grupo de gestoras decidiu apertar o cerco e cobra o encerramento da Alea, divisão de casas em wood frame que acumula anos de prejuízo e ameaça a geração de caixa da construtora.
- Em resumo: fundos querem que a operação seja descontinuada antes que abale ainda mais o balanço.
Por que a Alea incomoda os fundos
Lançada para industrializar moradias populares, a Alea nunca alcançou escala e opera no vermelho, segundo apuração do Valor Econômico. O modelo “fábrica de casas” exige capital intensivo, algo cada vez mais caro em tempos de juro real elevado.
“Após sucessivos prejuízos, a subsidiária se tornou um dreno de recursos que impede a companhia de focar no core business”, argumenta a carta das gestoras distribuída aos minoritários.
Impacto potencial nas ações da Tenda
Com a Selic ainda em 10,50% ao ano, o crédito imobiliário segue caro, o que pressiona margens das construtoras. Analistas lembram que a Tenda já havia feito aumento de capital em 2023 para reforçar o caixa; novo aporte seria mal recebido pelo mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed