Escudo térmico sob prova num retorno que redefinirá a corrida lunar
NASA — A agência espacial norte-americana inicia nesta sexta-feira (10/4) a etapa mais arriscada da missão Artemis 2: a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre, prevista para culminar às 21h07 (horário de Brasília) com um pouso controlado no Pacífico, próximo a San Diego.
- Em resumo: Orion volta depois de quebrar o recorde de 406.771 km da Terra, enfrentando 2.760 °C e velocidade de 40 mil km/h.
Reentrada supersônica exige precisão de cirurgião
A 40 mil km/h, a cápsula mergulhará na atmosfera em um ângulo calculado para alongar a descida a cerca de cinco minutos e limitar a força “G” sentida pelos astronautas. Segundo análise da Reuters, o escudo térmico — alvo de investigação após danos na Artemis 1 — será o componente mais observado pelos engenheiros.
A blindagem enfrentará 2.760 °C, quase metade da temperatura da superfície do Sol, antes de a Orion reduzir sua velocidade para 32 km/h graças a uma sequência de paraquedas que se abrem a 1,8 km de altitude.
Sucesso de hoje destrava contratos bilionários no setor espacial
A performance de Orion interessa diretamente a empresas como Lockheed Martin (fabricante da cápsula) e SpaceX, escolhida para o módulo de pouso da Artemis 3. O programa, orçado em US$ 93 bilhões até 2025, faz parte da estratégia dos Estados Unidos de criar uma presença permanente na órbita e na superfície lunar, abrindo caminho para futuras missões a Marte.
Para o mercado, cada etapa bem-sucedida reforça a confiança de investidores institucionais em fornecedores de propulsão, sistemas de suporte à vida e contratos de telecomunicações espaciais. Em caso de problemas na reentrada, o cronograma da Artemis 3 — que planeja levar novamente humanos à Lua — pode escorregar, postergando receitas previstas e rearranjando carteiras de empresas listadas na NYSE e na Nasdaq.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA