Empresas aceleram ofensiva ESG para conter escalada da violência
Grupo Boticário – Diante do recorde de 1.568 feminicídios em 2025, alta de 4,7% sobre o ano anterior, a gigante da beleza puxa um movimento corporativo que já envolve Claro, Vibra e agências de mídia na tentativa de frear o avanço da violência de gênero no Brasil.
- Em resumo: companhias somam 402 abrigos inteligentes, canal no WhatsApp e treinam 8 mil frentistas para identificar abusos.
Recorde de casos acende alerta no marketing
O salto de crimes contra mulheres – 8 em cada 10 cometidos por parceiros ou ex-companheiros – pressionou as marcas a saírem do discurso para a prática. Segundo dados compilados pela Reuters, a pressão dos investidores por métricas sociais tornou ações de proteção imprescindíveis para manter rating ESG.
Em 2025, foram registradas 1.568 vítimas de feminicídio, média de 4 mortes por dia, indica o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Como Claro e Vibra transformam infraestrutura em rede de proteção
A Claro aportou conectividade no projeto Abrigo Amigo, permitindo chamadas de vídeo a centrais de emergência entre 20h e 5h. Já a Vibra Energia lidera o “Violência Sexual Zero”, treinando motoristas, frentistas e revendedores; até agora, 8 mil agentes de proteção atuam em 5 mil postos mapeados como pontos vulneráveis.
Além disso, a campanha “Precisamos Falar”, do Boticário, angariou 11 mil usuárias em seu canal de WhatsApp nas primeiras 48 horas, enquanto a TRANSMISSÃO: Record | Band exibiu peças que alcançaram 3 milhões de pessoas e 10 milhões de visualizações no TikTok.
Do ponto de vista macroeconômico, analistas veem o engajamento corporativo como resposta a consumidores que priorizam marcas alinhadas a causas sociais. Relatório da B3 mostra que empresas com políticas robustas de gênero registram até 18% menos variação negativa em crises reputacionais, sinalizando impacto direto no valuation.
O que você acha? A onda de projetos ESG contra a violência de gênero pode influenciar sua decisão de investimento nas companhias citadas? Para mais análises sobre negócios responsáveis, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Grupo Boticário