Saída de Tim Cook abre disputa por inovação em meio a pressão regulatória
Apple – Em 20 de abril, a companhia confirmou que John Ternus, atual vice-presidente de engenharia de hardware, sentará na cadeira de CEO em 1º de setembro de 2026, encerrando a era Tim Cook, responsável por levar o valor de mercado a cerca de US$ 3 trilhões.
- Em resumo: mudança interna sinaliza aposta na continuidade de produtos premium em cenário de margens apertadas.
Ternus assume a missão de manter a Apple no topo do lucro mundial
Formado em engenharia mecânica, o executivo liderou o desenvolvimento do iPhone 15 e dos chips próprios da linha M, pilares que sustentaram margens superiores a 40%. Em nota reproduzida pela Bloomberg, analistas destacam que o principal desafio será “expandir o ecossistema sem sacrificar preços”, diante da desaceleração da demanda global por smartphones.
No exercício fiscal de 2025, a Apple reportou receita de US$ 383,3 bilhões e lucro líquido de US$ 97 bilhões, segundo balanço da companhia.
Regulação, IA e dólar forte: os obstáculos que esperam o novo comando
Além da queda de 6% nas vendas do iPhone na China no último trimestre, Ternus terá de lidar com investigações antitruste nos EUA e na União Europeia, além da disputa por talentos em inteligência artificial generativa. O dólar valorizado também pressiona preços fora dos Estados Unidos, reduzindo o poder de compra de consumidores e forçando a Apple a calibrar lançamentos regionais. Analistas lembram que, na última grande crise de semicondutores, a empresa blindou a produção com contratos plurianuais, jogada que agora pode servir de modelo para componentes de IA generativa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Apple