Rentabilidade em xeque enquanto sucessão no comando avança
Santander Brasil — A subsidiária do grupo espanhol divulgou recentemente lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no 1º trimestre, valor inferior ao consenso de mercado e acompanhado de redução na rentabilidade sobre o patrimônio (ROE), movimento que acende alerta para investidores às vésperas da troca de CEO.
- Em resumo: resultado fraco inaugura a temporada de balanços dos grandes bancos e expõe pressão sobre margens.
Provisões elevadas mordem o resultado
Parte da queda veio do aumento das despesas com inadimplência, reflexo do crédito mais caro em meio à Selic de 10,75% ao ano. De acordo com dados compilados pela Reuters, o banco vem reforçando provisões desde 2023 para se proteger de atrasos no varejo.
“O banco reportou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre, abrindo a temporada de balanços do setor”, destaca o release de resultados do Santander.
Troca de comando e competição digital ampliam desafios
A saída de Mario Leão, anunciada para maio, acontece enquanto bancos digitais corroem participação de mercado em cartões e contas correntes. Em paralelo, a nova diretoria herda um cenário de menor crescimento do crédito, inflação abaixo da meta e expectativas de cortes graduais na Selic, fatores que podem aliviar o custo de funding, mas também reduzir receitas de tesouraria.
Historicamente, o Santander se destacou pela eficiência operacional, mas o gap de rentabilidade frente a peers como Itaú e Bradesco voltou a se abrir após o pico da inadimplência em 2022. Investidores monitoram, ainda, o impacto de eventuais mudanças regulatórias sobre tarifas e open finance.
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Crédito da imagem: Divulgação / Santander Brasil