Custo menor e visto mais flexível viram o jogo para estudantes brasileiros
STB — levantamento recente da agência de educação internacional indica que o fluxo de brasileiros rumo ao Canadá subiu 48% em 2025, enquanto os Estados Unidos encolheram 11%. A crescente procura mira redução de gastos, regras migratórias claras e a chance de permanecer no país após o curso.
- Em resumo: Canadá e Ásia somam 78% de crescimento combinado e pressionam o antigo líder americano.
Por que o Canadá virou queridinho
Além de mensalidades até 15% mais baixas que as praticadas em solo americano, o governo canadense permite que estudantes levem a família e trabalhem meio período, segundo dados oficiais compilados pela Reuters. Em algumas instituições, o investimento anual não ultrapassa US$ 20 mil, contraste gritante com universidades dos EUA que chegam a US$ 80 mil.
“Durante décadas, os EUA detinham cerca de 40% dos embarques; nunca houve tanta pressão sobre essa liderança”, afirma Christina Bicalho, vice-presidente do STB.
Ásia cresce com tecnologia e segurança
Universidades de China, Coreia do Sul, Japão e Singapura avançaram 30% na preferência de 2025 ao ofertar cursos em inglês focados em inteligência artificial, engenharia verde e agronegócio. Essa guinada ocorre em meio a um ambiente global de juros ainda elevados, dólar caro e busca por ROI acadêmico: famílias calculam empregabilidade nos polos asiáticos que atraem big techs e hubs de pesquisa.
O impacto macroeconômico e o novo perfil do intercambista
Programas de graduação, mestrado e doutorado no exterior saltaram 21% e já englobam estudantes de 18 a 35 anos. A mudança de rota coincide com a valorização do real de 7% frente ao dólar em 2025, barateando parte da conta no primeiro semestre. Ainda assim, o câmbio volátil pressiona decisões e coloca na mesa destinos com melhor custo-benefício e segurança geopolítica.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS