Fiscalização digital aperta o cerco e pode atingir até negócios ainda ativos
Receita Federal – Na virada de 2025 para 2026, o Fisco retirou 3,9 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) do regime SIMEI, movimentação que ameaça o capital de giro de pequenos negócios com cobranças retroativas e multas que chegam a 75% do imposto devido.
- Em resumo: empresas que faturaram acima de R$ 81 mil ou estavam inativas foram automaticamente desenquadradas.
Limite de R$ 81 mil se torna armadilha silenciosa para quem cresce
De acordo com dados oficiais, 18.591 MEIs ultrapassaram o teto em mais de 20%, gatilho que leva à tributação retroativa desde janeiro do ano da infração. Outros 60.637 excederam o limite em até 20%. A Receita cruza informações de PIX, maquininhas e marketplaces; essa triagem eletrônica, segundo levantamento do Valor Econômico, reduziu o tempo de detecção de inconsistências de meses para poucas semanas.
Em 2024, 571 mil MEIs já haviam sido excluídos; o salto para 3,9 milhões em 2025 evidencia a consolidação da malha fina digital.
Efeito dominó: exclusão em massa pode enxugar R$ 2,5 bi da arrecadação do Simples
Economistas lembram que o país contabiliza cerca de 15 milhões de MEIs ativos. Se 26% deles forem desenquadrados, a migração forçada para regimes mais caros pressiona a informalidade ou eleva o custo tributário. O movimento ocorre enquanto o Banco Central mantém a Selic em 10,75%, encarecendo capital de giro para microempresas e ampliando o risco de inadimplência.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil