Sinal de alerta para quem tem dívida na Justiça: janela para reagir encolhe
Banco do Brasil, Itaú e Nubank – As três gigantes, ao lado de Caixa Econômica Federal e XP Investimentos, entraram na fase-piloto do novo manual do Sisbajud, plataforma que permite ao Judiciário rastrear e bloquear valores em processos de cobrança. A atualização encurta para poucas horas o tempo entre a decisão do juiz e o travamento efetivo do dinheiro na conta do devedor.
- Em resumo: ordens de bloqueio agora podem ser emitidas duas vezes por dia e retornar no mesmo dia útil.
Ordens dobram e retornam no mesmo dia; pressão sobe
Antes, a consulta eletrônica podia levar dias. Com a reformulação, o magistrado dispara o pedido pela manhã e, se necessário, repete à tarde, reduzindo brechas para esvaziamento de contas, segundo detalhou o Conselho Nacional de Justiça a agência Reuters.
O novo fluxo permite respostas “em até 24 horas”, afirma o CNJ, elevando a taxa de recuperação de crédito das instituições participantes.
Por que o aperto preocupa quem já está no vermelho
O bloqueio só vale para dívidas judicializadas, mas inclui a temida “ordem permanente”: se não houver saldo na primeira tentativa, depósitos futuros — salários, transferências ou Pix — podem ser capturados até quitar o valor devido, respeitados os limites legais.
O movimento ocorre em um momento de endividamento recorde das famílias brasileiras (quase 49% em atraso, segundo dados do Banco Central) e com a Selic estacionada em 10,50% ao ano, o que encarece a rolagem de passivos. Especialistas lembram que, em 2023, a inadimplência bancária já tinha alcançado o maior patamar desde 2017, pressionando as carteiras de crédito.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central