Nova pontuação eleva idade mínima e pressiona o orçamento de quem já conta com o benefício
INSS – Levantamento recente mostra que 79% dos aposentados recebem menos de R$ 2 mil mensais, valor inferior ao custo médio da cesta básica nas capitais. A partir de 2026, a regra de transição ficará ainda mais exigente, o que tende a diminuir a renda de quem planejava se aposentar nos próximos meses.
- Em resumo: mulheres precisarão somar 93 pontos e homens 103 para ter direito ao benefício em 2026.
Tempo maior de contribuição encarece o “preço” da aposentadoria
Com a combinação de idade e anos de trabalho, a nova fórmula empurra milhares de brasileiros a permanecer no mercado por mais tempo. De acordo com dados compilados pelo Valor Econômico, a despesa previdenciária já consome quase 13% do PIB, o que pressiona o governo por ajustes.
79% dos aposentados vivem com menos de R$ 2 mil, enquanto o salário mínimo projetado para 2026 é de R$ 1.508.
Para quem está perto da idade limite, cada mês adicional de contribuição pode elevar o benefício, mas também posterga o acesso à renda. Especialistas alertam que atrasos no cálculo ou falhas no CNIS costumam reduzir o valor final.
Impacto macroeconômico: renda baixa freia consumo e amplia desigualdade
Com a inflação de serviços rodando acima de 4% ao ano, o poder de compra dos aposentados encolhe justamente no momento em que as despesas médicas sobem. A limitação de renda potencialmente retira bilhões de reais do varejo, reduindo a arrecadação de impostos municipais e estaduais.
Além disso, contribuições menores de trabalhadores autônomos e MEIs fixam o benefício no piso, travando a expansão do consumo interno. Economistas veem risco de maior dependência de programas assistenciais se o quadro não for revertido.
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Crédito da imagem: Divulgação / INSS