Corte tenta segurar efeito dominó do barril recorde no IPCA e no frete
Ministério da Fazenda – Em comunicado divulgado recentemente, a pasta confirmou que reduzirá as alíquotas de PIS/Cofins sobre a gasolina, hoje somadas em R$ 0,47 por litro, para estancar a pressão da disparada do petróleo sobre preços de frete, alimentos e passagens.
- Em resumo: medida busca amortecer o choque externo antes que ele estoure no bolso do consumidor.
Por que a bomba poderia ficar ainda mais cara
O barril de Brent saltou após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota de um quinto da produção global, elevando o risco de desabastecimento. Segundo a Reuters, o mercado já trabalha com prêmios de risco que podem adicionar até US$ 10 por barril nas próximas semanas.
O PIS/Cofins sobre gasolina soma hoje R$ 0,47 por litro; a Fazenda sinaliza cortar parte ou todo esse valor para evitar repasse integral da alta do petróleo.
Impacto fiscal e reflexo na inflação
Analistas projetam que cada R$ 0,10 de recuo na bomba reduz o IPCA em cerca de 0,05 ponto percentual. A estratégia do governo vem em linha com o esforço do Banco Central para trazer a inflação de volta ao centro da meta, atualmente em 3% ao ano. Mesmo assim, a renúncia fiscal pode ultrapassar R$ 10 bilhões se o corte vigorar por 12 meses, pressionando o resultado primário previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal