Planejamento tributário vira arma de sobrevivência para clínicas em expansão
Patrícia Rebel — contadora com 75 anos de tradição familiar no setor e mentora do MedHub — alerta que a má escolha do regime fiscal está drenando o caixa de consultórios e clínicas médicas em todo o país, comprometendo a capacidade de reinvestimento e crescimento sustentável.
- Em resumo: revisão fiscal correta pode reduzir de 20% a 40% a carga de impostos já no próximo exercício.
Erro começa na abertura do CNPJ e se arrasta por anos
Muitos médicos solicitam o enquadramento no Simples Nacional sem avaliar se outras opções como Lucro Presumido ou Lucro Real seriam financeiramente mais vantajosas. O problema é agravado pela permanência automática nesse regime, mesmo quando o faturamento cresce acima dos limites recomendados.
“Pagar imposto a mais não é obrigação, é consequência de falta de planejamento”, reforça Patrícia Rebel.
Impacto no setor de saúde e janela para economizar
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o custo assistencial subiu 9,9% nos últimos 12 meses — quase o dobro da inflação oficial. Em meio à pressão de despesas crescentes, economizar legalmente no Imposto de Renda corporativo torna-se a saída mais rápida para preservar margens.
A contadora lembra que a troca de regime só pode ocorrer em janeiro. Por isso, a revisão deve ser feita entre outubro e dezembro, permitindo aproveitar incentivos regionais, reorganizar pró-labore x distribuição de lucros e quitar obrigações acessórias em atraso antes que virem multas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pulse Brand