Consolidação dos fundos corporativos redefine o apetite por startups
Corporate Venture Capital (CVC) – O segmento vive um momento de contracção no número de corporações investidoras, ao mesmo tempo em que os tíquetes médios ficam mais robustos, apontando para uma fase de reconstrução após o pico de euforia observado no pós-pandemia.
- Em resumo: menos empresas permanecem no jogo, mas os cheques cresceram e miram startups mais maduras.
Fôlego seletivo depois da “ressaca” do venture capital
Depois de 2021 – ano recorde para o venture capital global – o recuo da liquidez internacional forçou grandes companhias brasileiras a revisar seus programas de investimento em inovação. Um levantamento citado pela Bloomberg mostra que, mundialmente, os aportes corporativos recuaram junto com as altas de juros, mas o tíquete médio subiu para filtrar riscos e apostar em modelos de negócio já validados.
Especialistas apontam que o ciclo de alta dos juros e a queda de valuations levaram corporações a “pular fora” de fundos iniciantes, enquanto os players veteranos aumentaram cheques para algo próximo ao estágio Série B, reduzindo a probabilidade de default.
Impacto macroeconômico e futuro do ecossistema
No Brasil, a recomposição do venture capital ocorre em paralelo à expectativa de cortes adicionais na Selic, o que tende a destravar capital de risco mais adiante. Segundo a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), o capital comprometido ainda é relevante, mas está sendo alocado de forma mais cirúrgica, priorizando setores como energia limpa, agritech e saúde digital.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed