Pendurados no túnel de acoplamento, astronautas buscam energia para a fase crítica da missão
NASA — Ainda nos primeiros dias da jornada de 10 dias rumo à Lua, a tripulação da Artemis II detalhou, em transmissão pela Globo, como transforma cada centímetro da cápsula Orion em dormitório improvisado, um desafio logístico que já influencia o planejamento das próximas etapas do programa lunar.
- Em resumo: Comandante Reid Wiseman relata que Christina Koch chegou a dormir de cabeça para baixo, “como um morcego”, no túnel de acoplamento.
Conforto zero a 35.400 km/h: por que o descanso virou ativo estratégico
De acordo com dados compilados pela Reuters, qualquer déficit de sono durante voos espaciais prolongados pode reduzir em até 20% a capacidade cognitiva da tripulação, elevando o risco de falhas de navegação e atrasos de missão.
“Victor Glover encontrou um cantinho aconchegante; eu me escondo sob os displays, pronto para agir se algo falhar”, descreveu Wiseman, direto da cápsula de 9,35 m³ rebatizada de “Integridade”.
Programa Artemis: bilhões em jogo e vitrine para a indústria espacial
O descanso improvisado expõe a limitação dos atuais módulos habitáveis. A solução definitiva virá apenas com o Gateway, a estação lunar cujo orçamento passa de US$ 3,7 bilhões e que deverá oferecer camarotes individuais. Enquanto isso, a NASA se apoia em contratos recordes com empresas privadas — destaque para a SpaceX, escalada para o pouso tripulado de 2026 — a fim de acelerar o cronograma e manter o fluxo de recursos aprovado pelo Congresso norte-americano.
Além de ampliar a presença humana na órbita lunar, o sucesso da Artemis II é crucial para destravar contratos de fornecimento de minério lunar e missões de turismo espacial, setores que, segundo projeções da Euroconsult, podem movimentar mais de US$ 1 trilhão na próxima década.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA