Modelo de precificação dinâmico da FIFA gera temores de semifinais vazias na América do Norte
FIFA – A entidade passou a vender ingressos da Copa do Mundo de 2026 por preços que superam 200% os praticados no Catar e inaugurou um mercado oficial de revenda que retém 15% das transações, elevando o custo total para o torcedor.
- Em resumo: bilhetes da final já circulam a US$ 2 milhões, enquanto partidas de grupo partem de US$ 200.
Preço recorde bate Super Bowl e Liga dos Campeões
Nos Estados Unidos, Canadá e México, o tíquete médio da fase de grupos ultrapassa o praticado pelo Super Bowl, tradicionalmente o evento esportivo mais caro do país. Segundo levantamento citado pela Bloomberg, o ingresso adulto mais barato da última final da Liga dos Campeões custou cerca de US$ 200, valor que agora é ponto de partida para jogos semiprofissionais da Copa.
A entrada para ver o Brasil nos três primeiros jogos exige até US$ 3.800 no mercado oficial de revenda, superando em quatro vezes o valor cobrado em 1994, última Copa em solo americano, já descontada a inflação.
Potenciais efeitos econômicos para cidades-sede
Especialistas alertam que o turismo esportivo pode não compensar a escalada dos preços. Com passagens aéreas encarecidas pelo choque de energia e inflação de serviços em 2026, hotéis em Nova York, Los Angeles e Cidade do México ainda registram ocupação abaixo do esperado. Caso arquibancadas vazias comprometam a atmosfera televisiva — fator decisivo para acordos de mídia que respondem por cerca de 70% da receita da FIFA —, a própria rentabilidade do torneio pode ser revista.
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Crédito da imagem: Divulgação / FIFA