Investidores globais correm para refúgios de alto padrão no Pacífico
Ernesto Simões – O empresário baiano, que desembarcou no Havaí em 1995 apenas com a prancha de surf, hoje intermedia residências avaliadas em até US$ 25 milhões, surfando a onda do luxo imobiliário que atrai bilionários em busca de privacidade e valorização patrimonial.
- Em resumo: Demanda internacional por casas de frente para o mar eleva preços e cria fila de espera por imóveis premium.
Do surf às chaves de ouro
Simões começou apresentando propriedades a amigos brasileiros; duas décadas depois, opera em parceria com escritórios de advocacia e bancos privados para agilizar vistos de investidores e estruturações fiscais. Segundo levantamento da Bloomberg, a compra de segundas residências no arquipélago saltou após a pandemia, impulsionada pelo modelo de trabalho remoto e pela busca por “lifestyle assets”.
“Foi paixão à primeira vista”, relembrou Simões em conversa com o ex-surfista profissional Carlos Burle, ao explicar como transformou as ondas havaianas em oportunidade de negócios.
Macroeconomia apoia o boom e sustenta os preços
Os juros ainda relativamente baixos nos Estados Unidos – mesmo após as últimas altas do Federal Reserve – mantêm hipotecas de luxo competitivas, enquanto o dólar forte barateia a compra para europeus e latino-americanos com receita em moeda local. No Havaí, o estoque de residências acima de US$ 10 milhões caiu mais de 20% nos últimos três anos, pressionando valores – movimento semelhante ao observado em destinos como Aspen e Mônaco.
Para o investidor brasileiro, a aquisição de um imóvel havaiano também funciona como hedge cambial: o ativo segue cotação em dólar e costuma apreciar acima da inflação norte-americana. Além disso, leis locais limitam novas construções em áreas costeiras, criando uma barreira de oferta difícil de replicar em outros paraísos tropicais.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed