Perda de patentes empurra grife suíça a dialogar com o varejo de massa
Audemars Piguet – Em um movimento inesperado, a relojoaria licenciou o formato octogonal do lendário Royal Oak para a Swatch, lançando um pocket watch de US$ 400 e colocando em xeque o modelo de escassez que sustenta relógios de até US$ 50 mil.
- Em resumo: após perder batalhas de trademark nos EUA e Japão, a AP aposta na popularização do octógono para reforçar a associação mental entre forma e marca.
Da derrota nos tribunais ao balcão da Swatch
Em 2022 e 2023, tribunais dos dois maiores mercados de luxo do planeta rejeitaram o registro tridimensional do Royal Oak, alegando falta de distintividade. A resposta veio agora: parceria com a Swatch, grupo que já provou o poder do hype com o MoonSwatch, responsável por elevar as vendas globais do conglomerado em 37%, segundo dados da Reuters. O objetivo é simples—cravar no imaginário coletivo que um octógono remete, antes de tudo, à AP.
“O que a AP tornou acessível não foi o relógio. Foi o octógono.”
Risco calculado: valor de marca versus escala
Especialistas apontam que o mercado de relógios de luxo deve crescer 4,6% ao ano até 2028, mas enfrenta nova geração de compradores menos fidelizada às dinastias relojoeiras. A collab permite à AP capturar mindshare sem reduzir o ticket médio do seu core business; nenhuma das 50 mil unidades anuais do Royal Oak teve preço alterado. Para investidores, a jogada lembra a criação do Smart, quando a Swatch migrou do pulso às ruas sem perder relevância.
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Crédito da imagem: Divulgação / Audemars Piguet