Ausência de estímulo interno acelera fuga de profissionais qualificados
Governo Federal – A carência de incentivos à inovação e de segurança jurídica tem provocado um êxodo crescente de cientistas, executivos e empreendedores brasileiros, fenômeno que pressiona a competitividade nacional e o bolso das empresas que ficam.
- Em resumo: sem ambiente propício, o país paga a conta de ver suas maiores apostas atuando para economias rivais.
Salários globais e segurança regulatória atraem os mais capacitados
Empresas norte-americanas e europeias oferecem pacotes até 3 vezes maiores, além de estabilidade contratual, segundo levantamento citado pela Bloomberg. A diferença no custo de capital também permite que start-ups estrangeiras invistam pesado em P&D, algo ainda raro no mercado doméstico.
“Quando comparado aos pares do G20, o Brasil é o único que perde sistematicamente capital humano altamente qualificado todos os anos”, ressalta o estudo “Global Talent Exodus 2024”.
Impacto fiscal e produtivo já aparece nos indicadores
Dados do Itamaraty apontam que mais de 4 milhões de brasileiros vivem fora do país, volume que dobrou na última década. A evasão reduz a base tributária e limita a formação de clusters tecnológicos locais, enquanto pressiona empresas a importarem know-how a preços maiores.
Na macroeconomia, o cenário agrava o “custo Brasil”: menos inovação interna significa menor ganho de produtividade, elemento que já dificulta a queda sustentável dos juros. Além disso, a escassez de profissionais sêniores eleva salários em setores estratégicos, comprimindo margens e jogando contra a competitividade das exportações.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed