Paralisação da refinaria privada acende alerta sobre oferta e preço da gasolina no Rio
Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) – Sob ordem do STF, o grupo teve R$ 52 bilhões bloqueados e suas atividades suspensas, enquanto a Polícia Federal apura suspeita de sonegação de ICMS que pode atingir R$ 26 bilhões, valor capaz de mexer com a arrecadação estadual e, em última instância, pesar no bolso do consumidor.
- Em resumo: Prisão decretada para Ricardo Magro, 17 mandados cumpridos e mercado fluminense sem 30% do suprimento usual de combustíveis.
Bilhões em jogo e cadeia de abastecimento sob risco
Desde 2025, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) questiona se a Refit efetivamente refina ou apenas importa combustível quase pronto, o que reduziria impostos devidos. Agora, com o bloqueio judicial, parte do fornecimento regional fica em suspenso — um movimento que, segundo analistas ouvidos pela Reuters, tende a aumentar a dependência das três grandes distribuidoras já condenadas pelo Cade por práticas anticompetitivas.
A PF calcula que a suposta evasão de R$ 26 bilhões em ICMS representa cerca de dois anos de arrecadação do imposto sobre combustíveis no estado do Rio de Janeiro.
Impacto fiscal e efeito cascata nos preços da bomba
O ICMS sobre combustíveis é a principal fonte de receita de grande parte dos estados brasileiros — depois da redução emergencial de alíquotas em 2022, cada centavo conta no caixa público. Se a Refit sair de cena por tempo prolongado, a oferta menor pode se traduzir em repasses de custo e pressionar a inflação de curto prazo, justamente quando o Banco Central ainda debate a trajetória da taxa Selic.
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Crédito da imagem: Divulgação / Michelle Cadari