Investidores miram números de atividade para calibrar apostas na Selic e nos Fed Funds
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Os dados do setor de serviços brasileiro, divulgados recentemente, reacendem o debate sobre a velocidade da retomada econômica e podem alterar as expectativas para os cortes da Selic no segundo semestre.
- Em resumo: Atividade de serviços no Brasil surpreende, enquanto a produção industrial norte-americana deve mostrar desaceleração.
Serviços ganham tração e pressionam projeções de inflação
O mercado acompanha a leitura de março do PMI de Serviços, compilado pela S&P Global, visto como termômetro do emprego e da massa salarial. Um avanço acima da mediana de 51 pontos tende a reforçar a tese de que o Banco Central precisará agir com cautela para não reacender pressões inflacionárias.
O último consenso de analistas aponta para crescimento de 0,8% no volume de serviços, contra 0,4% um mês antes.
Indústria dos EUA desacelera e sustenta apostas em corte de juros do Fed
Do outro lado do equador, a produção industrial de fevereiro nos Estados Unidos deve cair 0,2%, segundo projeções do Federal Reserve de Nova York. Caso o recuo se confirme, cresce a probabilidade de o Fed iniciar afrouxamento monetário já em junho, aliviando o dólar frente às moedas emergentes.
Para o Ibovespa, a combinação de atividade doméstica aquecida e arrefecimento externo pode gerar rota bifurcada: ações ligadas ao consumo interno (varejo e construção) tendem a se beneficiar de renda mais forte, enquanto exportadoras sentem o efeito de um real apreciado.
Balanços corporativos entram no radar: Copasa e Lojas Marisa
Após o fechamento do pregão, Copasa e Lojas Marisa divulgam números do quarto trimestre. O mercado estima que a estatal mineira apresente expansão de Ebitda com alívio nos custos químicos, ao passo que a varejista luta para estancar perdas e reduzir endividamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE