Como a conta trabalhista vira arma para pagar menos tributo no Simples
Simples Nacional – Escritórios de arquitetura e engenharia que elevam a folha de salários alcançam alíquota menor e podem poupar até R$ 3.645 por mês em impostos, mostram cálculos divulgados recentemente.
- Em resumo: manter equipe CLT acima de 28% da receita aciona o “Fator R” e migra a empresa do Anexo V (15,5%-30,5%) para o Anexo III (a partir de 6%).
Fator R: o ponto de virada entre 30,5% e 6%
O indicador divide o gasto anual com folha pelos últimos 12 meses de faturamento. Se chegar a 0,28 ou mais, o escritório pode optar por alíquotas menores – regra detalhada pela Receita Federal.
Num cenário de R$ 600 mil de receita e R$ 14 mil de salários mensais, a contribuição cai de 19,5% para 13,5%, gerando economia tributária de R$ 3.645 todo mês.
Custos, riscos e a estratégia híbrida
Embora o modelo CLT onere férias, 13º e FGTS, ele entra no cálculo do Fator R. Já pagamentos a PJs ou freelancers não contam, mantêm a empresa no Anexo V e ainda expõem o negócio a passivos trabalhistas caso haja subordinação disfarçada.
Analistas lembram que o ambiente de juros elevados pressiona margens, e tributos se tornam variável decisiva para a saúde do caixa. Ajustar o pró-labore dos sócios também eleva o Fator R sem inflar o quadro de funcionários, mas exige simulação fina entre economia societária e IR/INSS na pessoa física.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews