Lucro recorde consolida tese de caixa forte mesmo com mercado instável
Itaúsa (ITSA4) – A holding abriu 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no 1T26, avanço anual de 17%, sinalizando que a companhia mantém geração de caixa robusta mesmo em um ambiente global volátil.
- Em resumo: resultado impulsionado pelo Itaú Unibanco e salto de 76% das investidas não financeiras.
Diversificação além do Itaú vira alavanca de crescimento
O ganho recorrente das participações somou R$ 4,8 bilhões, segundo a própria companhia, com destaque para Dexco, Alpargatas e Motiva. A guinada das empresas fora do setor bancário reforça a estratégia de redução de riscos concentrados em serviços financeiros. Para analistas ouvidos pela Reuters, o mix de negócios blindou o portfólio contra a desaceleração global.
ROE recorrente atingiu 20,1%, alta de 2,7 p.p. frente ao 1T25, demonstrando rentabilidade acima da média da B3.
Dividendos robustos em ciclo de queda da Selic
Com R$ 1,3 bilhão distribuído no trimestre, 39% acima de 2025, o dividend yield acumulado em 12 meses alcançou 8,8%. O retorno total ao acionista (TSR) chegou a 67,6%, superando Ibovespa e IFNC no período. Essa política de proventos ganha ainda mais relevância em um cenário em que o Banco Central já cortou a Selic para 9,75% ao ano, comprimindo rendimentos de renda fixa.
Na avaliação de estrategistas, a folga de liquidez — combinada ao alongamento das dívidas e à redução do custo médio de financiamento — abre espaço para que a Itaúsa mantenha ou até amplie os pagamentos, caso a trajetória de cortes continue.
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Crédito da imagem: Divulgação / Itaúsa