Testado ao limite, fundo preserva caixa e freia pânico bancário
FGC – O Fundo Garantidor de Créditos encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 123,2 bilhões mesmo após mobilizar R$ 49 bilhões para indenizar 870 mil credores na quebra do Banco Master, episódio que pressionou a liquidez de todo o sistema financeiro.
- Em resumo: mesmo após provisão recorde de R$ 40,6 bi, o fundo evitou corridas bancárias e mantém liquidez dentro das regras do BC.
Crise do Master drenou bilhões, mas gatilhou resposta inédita
A liquidação extrajudicial do conglomerado exigiu desembolsos que somam R$ 57,4 bi, entre garantias já pagas e operações de assistência. Em março de 2026, o FGC antecipou R$ 32,2 bi em contribuições de bancos associados — movimento descrito como “operação de guerra” por analistas consultados pela Reuters, mitigando o risco sistêmico.
“Foram meses de trabalho intenso para manter a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional”, destaca o diretor-presidente Daniel Lima no relatório anual do fundo.
Por que o colchão de R$ 123 bi ainda importa para o investidor
O saldo atual garante cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição (limite de R$ 1 milhão por ciclo de quatro anos) em CDB, LCI, LCA e poupança. Em um cenário de Selic elevada e avanço dos bancos médios na originação de crédito, a reserva do FGC funciona como rede de segurança crucial, lembrando crises internacionais em que a falta de seguro-depósito ampliou perdas dos correntistas.
Além disso, o fundo completou 30 anos em meio à expansão de fintechs, o que reforça a recomendação de diversificar entre instituições para aproveitar taxas mais altas sem extrapolar o teto de proteção.
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Crédito da imagem: Divulgação / FGC