Decoração palaciana e alta-costura do século 18 viram aposta bilionária
Les Arts Décoratifs – O museu parisiense lota salas com móveis, joias e vestidos que remetem à corte de Maria Antonieta, enquanto marcas premium veem as referências do século 18 convertidas em vendas robustas e margens gordas.
- Em resumo: A estética rococó ganha força entre colecionadores, turistas endinheirados e grifes de luxo, impulsionando o faturamento do setor na capital francesa.
Demanda global por peças rococó anima grifes e leiloeiras
Leilões temáticos já registram lances acima das estimativas iniciais, tendência que acompanha o avanço de 14% no mercado mundial de artigos de luxo no último ano, de acordo com dados compilados pela Reuters. Nas boutiques da Place Vendôme, joias com pérolas e camafeus inspirados no reinado de Luís XVI aparecem entre os itens mais disputados.
“A época da rainha Maria Antonieta está em voga em Paris”, ressaltam curadores do Les Arts Décoratifs na abertura da retrospectiva dedicada ao período.
Impacto econômico: turismo de alto padrão e efeito vitrine na B3
O boom estético ocorre em momento oportuno: projeções da Bain & Company apontam que o luxo global deve alcançar US$ 382 bilhões até 2025. Para a França, onde o setor responde por 8% do PIB, a redescoberta do rococó reforça o fluxo de turistas de alta renda, alimenta hotéis boutique e pode elevar a receita fiscal via IVA.
No Brasil, analistas observam reflexo indireto. A listada Vivara testa coleções “Marie Antoinette” e a H.Stern avalia linha semelhante, de olho no ticket médio mais alto. O movimento soma-se à retomada de eventos presenciais, cenário que ajuda o índice de consumo da B3 a sustentar ganho de 7% no trimestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / Les Arts Décoratifs