Home office e pouca sensibilidade a preço explicam a diferença de tíquete
Pesquisa norte-americana — realizada recentemente em grandes redes de varejo — aponta que homens que trabalham de casa têm desembolsado até 15% mais que as mulheres a cada ida ao supermercado, pressionando o orçamento familiar em plena escalada de preços dos alimentos.
- Em resumo: a combinação entre mais visitas à loja e menor busca por promoções elevou o gasto médio masculino.
Compras mais frequentes e carrinho cheio elevam a fatura
O estudo analisou transações de milhares de consumidores ao longo de 12 meses e concluiu que, com a rotina flexível do home office, os homens passaram a ir ao mercado em horários de menor movimento, mas saem com carrinhos mais cheios. Em paralelo, pesquisas de preço perderam força: somente 27% deles compararam valores on-line antes da compra, contra 43% das mulheres, segundo material obtido pelo portal Reuters.
Homens gastaram, em média, 15% a mais por visita ao supermercado em relação às mulheres no mesmo período analisado.
Impacto direto no bolso em meio à inflação de alimentos
O levantamento chega num momento em que os alimentos acumulam alta anual de 4,9% nos EUA, bem acima da meta de 2% do Federal Reserve. Para famílias chefiadas por homens que já respondem por maior gasto, a diferença pesa ainda mais no fim do mês. Especialistas lembram que, na pandemia de 2020, algo semelhante ocorreu quando o estímulo fiscal elevou temporariamente a renda e a frequência de compras, efeito que agora se repete com o modelo híbrido de trabalho.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame