Empresas correm para a blockchain em busca de crédito mais barato
RWA Monitor — De acordo com levantamento recente, as emissões de ativos tokenizados no Brasil ultrapassaram R$ 10 bilhões, refletindo o apetite de empresas que buscam liquidez rápida e menores custos de captação em meio a juros ainda elevados.
- Em resumo: 5.334 projetos já somam R$ 8,8 bi captados, com 60% via ofertas públicas.
R$ 10 bi na blockchain: de onde vem o dinheiro?
Debêntures lideram o movimento, respondendo por quase 38% das emissões, seguidas por CCBs, CPRs e notas comerciais. Na prática, a tokenização pulveriza esses títulos em frações digitais negociáveis, reduzindo intermediação e prazos de liquidação. Segundo dados compilados pela Bloomberg, o mercado global de ativos tokenizados já beira US$ 30 bilhões e deve triplicar até 2026.
“Ao trazer ativos como títulos e crédito para o blockchain, resolve ineficiências de liquidez, liquidação e acesso”, afirmou Fábio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase.
Regulação será o próximo obstáculo?
Embora a Comissão de Valores Mobiliários tenha avançado com o sandbox regulatório, especialistas avaliam que a legislação pensada para o mercado tradicional ainda limita escala. A expectativa é que normas específicas sejam discutidas após a posse da nova diretoria do Banco Central, cujo plano inclui a criação do Drex, versão digital do real. Caso o arcabouço avance, pequenas e médias empresas poderão emitir tokens lastreados em recebíveis ou projetos sustentáveis, ampliando a competição com os bancos.
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Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews