Juros de dois dígitos e caixa curto acendem alerta máximo na rede
Oncoclínicas – Diante do risco iminente de violar cláusulas de endividamento, a operadora de centros oncológicos analisa protocolar, nos próximos dias, uma medida cautelar que a proteja de credores e garanta fôlego na renegociação de dívidas.
- Em resumo: caixa cobre só 15 dias e a companhia pode optar por mediação específica com detentores de CRI.
Do covenant às demissões: o que está em jogo
Fontes afirmam que a empresa debate uma cautelar voltada aos credores de CRI, alternativa vista como menos traumática que uma recuperação ampla. Segundo dados da Bloomberg, já foram cortados cerca de 70 postos de trabalho e 3 mil pacientes tiveram atrasos no atendimento.
“Se nada mudar, o descasamento de caixa coloca a Oncoclínicas a poucos dias de estourar covenants”, relatou uma fonte citada pelo Valor Econômico.
Contágio no mercado e o efeito dos juros altos
A possível proteção judicial ocorre enquanto Selic ainda acima de 10% encarece rolagem de dívidas e empurra outras empresas – como Raízen, GPA e Alliança Saúde – a processos de reestruturação. O movimento reforça a tese de que o ciclo de expansão agressiva, financiado a crédito barato até 2021, cobra agora seu preço.
O que você acha? A cautelar basta para evitar uma recuperação judicial ou o setor caminha para nova onda de quebras? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Oncoclínicas