Bloqueio no Estreito de Ormuz pode encarecer energia e pressionar inflação global
EUA – O governo de Donald Trump confirmou para as 11h (de Brasília) o início do bloqueio ao Estreito de Ormuz e a todos os portos iranianos, movimento que fez o Brent disparar 7% nas primeiras horas desta segunda-feira (13) e deixou as bolsas asiáticas sem direção clara.
- Em resumo: petróleo em forte alta, Nikkei, Kospi e Hang Seng recuam, enquanto Xangai consegue leve avanço.
Mercados reagem em bloco, mas sem consenso
No Japão, o Nikkei cedeu 0,74%; na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,86%; e Hong Kong viu o Hang Seng recuar 0,90%. Já Xangai (+0,06%) e Shenzhen (+0,54%) fecharam no positivo. Conforme dados da Reuters, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta cruza diariamente o Estreito de Ormuz, o que explica a sensibilidade imediata dos preços.
O Brent saltava mais de 7% após ter perdido 13% na semana anterior, refletindo a frustração com as negociações EUA-Irã.
Por que o bolso do investidor deve ficar atento
O encarecimento do barril tende a elevar custos de transporte, energia elétrica e alimentos, reavivando temores inflacionários que bancos centrais vinham tentando domar desde 2022. Para o Brasil, cada US$ 10 de alta no Brent adiciona aproximadamente 0,5 ponto percentual à inflação projetada, segundo estimativas do Banco Central.
Se o bloqueio se prolongar, analistas não descartam o retorno do petróleo a três dígitos, cenário que em 2019 pressionou o dólar e forçou altas de juros em economias emergentes, afetando diretamente ações e renda fixa.
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Crédito da imagem: Divulgação / MoneyTimes