Rali inesperado das ações da estatal desafia rivais e redesenha o Ibovespa
PETROBRAS – Desde a eclosão do conflito no Oriente Médio, a petroleira estatal adicionou expressivos R$ 97,7 bilhões ao seu valor de mercado, impulsionando o principal índice da B3 e mexendo no bolso de quem tem PETR3 ou PETR4 na carteira.
- Em resumo: papéis preferenciais acumulam alta de 49,97% em 2026; ordinários saltam 56%.
Petróleo a US$ 110 virou combustível para o rali
A escalada da commodity – que chegou a subir 50% após o fechamento do Estreito de Ormuz – fez o mercado rever rapidamente as projeções para a estatal. De acordo com analistas ouvidos pela Reuters, cerca de 20% do comércio global de energia passa pelo canal estratégico, o que sustenta um prêmio geopolítico no barril.
A área de Exploração & Produção respondeu por quase 80% do Ebitda consolidado da companhia, o que potencializa cada dólar de avanço no Brent, observou Lucas Lima, da VG Research.
Entrada massiva de capital estrangeiro reforça o movimento
Dados da B3 apontam saldo positivo de R$ 68 bilhões de investidores internacionais em 2026, enquanto institucionais locais seguem vendedores. Investidores globais preferem ativos líquidos, e a Petrobras, que já chegou a valer R$ 680,2 bilhões no pico recente, cumpre esse requisito.
Mesmo que o barril recue, especialistas avaliam que dificilmente o preço voltará à faixa pré-guerra (cerca de US$ 60). Isso manteria a estatal como forte pagadora de dividendos: o yield projetado para 2026 é de 7,5%, podendo beirar 10% se o Brent ficar acima de US$ 85. O histórico mostra que, em choques anteriores – como o de 2022 –, o petróleo demorou meses para devolver os ganhos, sugerindo que o investidor deverá conviver com cotações altas por mais tempo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras