Lucro recorde e ruído eleitoral redefinem apostas dos investidores
Braskem (BRKM5) – Na semana encerrada em 15 de abril, a ação disparou 35,82% após lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no 1T26, enquanto o Ibovespa caiu 3,71%, a 177.283,83 pontos, pressionado por tensões políticas internas e conflitos no Oriente Médio.
- Em resumo: balanços opostos de Braskem e Cosan polarizaram o humor do mercado.
Balanços mexem com o humor do pregão
A euforia com a petroquímica contrastou com a decepção em Cosan (CSAN3), cuja perda de 14,20% foi puxada por prejuízo de R$ 1,58 bilhão. Segundo análise do serviço de mercado da Reuters, investidores recompensaram empresas capazes de proteger margem em meio à volatilidade de energia.
“Embora os resultados devam melhorar de forma relevante no 2T26, seguimos preocupados com a situação de liquidez da companhia”, disseram analistas do BTG Pactual sobre a Braskem.
Geopolítica e juros nos EUA elevam cautela
O salto do petróleo Brent para perto de US$ 110, motivado pela falta de cessar-fogo no Oriente Médio, reacendeu temores inflacionários globais. Paralelamente, traders já precificam nova alta do Fed em janeiro de 2027, cenário reforçado por CPI e PPI acima do esperado. No Brasil, o vazamento de áudio ligando Flávio Bolsonaro a suposto financiamento de campanha aumentou o prêmio de risco e valorizou o dólar em 3,55%, a R$ 5,0678 na semana.
Historicamente, períodos de incerteza eleitoral reduzem o fluxo estrangeiro para a B3 — em 2022, o índice chegou a perder 12% nos três meses anteriores ao primeiro turno. Agora, com juros possivelmente altos por mais tempo nos EUA, o custo de oportunidade para emergentes sobe, limitando a recuperação do Ibovespa.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3