Investidores recalculam risco de abastecimento enquanto diplomacia avança
Brent – Na manhã desta segunda-feira (6), às 9h45, a referência internacional do petróleo cedia 0,33%, a US$ 108,67 por barril, depois que Washington e Teerã receberam um esboço de trégua que pode reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de um quinto do fluxo mundial da commodity.
- Em resumo: Queda do Brent e do WTI indica alívio pontual, mas incertezas sobre Ormuz ainda limitam o apetite do mercado.
Preço recua, mas tensão geopolítica persiste
O West Texas Intermediate (WTI) acompanhava o movimento, caindo 0,86%, para US$ 110,58. Segundo dados compilados pela Reuters, a simples menção de um cessar-fogo reduz prêmios de risco, embora a ameaça de interrupções prolongadas permaneça no radar.
“As cotações só voltarão a níveis pré-conflito se o tráfego em Ormuz normalizar”, avalia Ole Hvalbye, analista da SEB Research.
Oferta mundial ainda sob pressão mesmo com proposta de paz
Desde 28 de fevereiro, ataques no Golfo limitaram embarques de produtores como Arábia Saudita e Iraque. Embora alguns navios tenham cruzado Ormuz nos últimos dias, o desvio de carga para rotas mais longas encarece fretes e pressiona estoques estratégicos. Paralelamente, a Opep+ promete ampliar a produção em 206 mil barris diários a partir de maio — incremento modesto diante das lacunas causadas pelo conflito e pelas interrupções em portos russos atingidos por drones.
Para investidores, o momento combina sinal de alívio diplomático com oferta física apertada. No câmbio, a procura por moedas fortes tende a arrefecer caso o Brent estenda perdas, favorecendo importadores de energia. Já refinarias asiáticas e europeias seguem competindo por barris do Mar do Norte e dos Estados Unidos, elevando prêmios do WTI para recordes históricos.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1