Da vitrine dos colecionadores à indústria bilionária de fluorquímicos
Fluorita – Conhecida como “gema arco-íris”, a pedra voltou aos holofotes recentemente pelo duplo poder de encantar colecionadores e sustentar um mercado global avaliado em bilhões de dólares, graças à produção de ácido fluorídrico e refrigerantes industriais.
- Em resumo: um único cristal pode exibir várias cores e ainda fluorescer em azul ou violeta sob luz ultravioleta.
Por que a pedra responde à luz ultravioleta?
Impurezas químicas e defeitos na rede de fluoreto de cálcio geram centros de cor que absorvem radiação invisível e devolvem luz visível. Esse fenômeno de fluorescência batizou o efeito inteiro no século XIX e ainda hoje atrai pesquisadores; estimativas da Bloomberg indicam alta de 12 % no preço do fluorspar de pureza química em 2024.
Cristais cúbicos podem brilhar até 30 % mais sob UV de onda curta se contiverem íons de ítrio ou európio, apontam estudos mineralógicos da Universidade de Freiburg.
Demanda global pressiona oferta brasileira
Santa Catarina concentra as jazidas de maior pureza no país. A retomada da siderurgia chinesa e a procura por teflon empurram a cotação internacional, enquanto a Agência Nacional de Mineração reforça a fiscalização para garantir extração sustentável. A corrida por minerais críticos coloca a fluorita ao lado do lítio no radar de investidores que buscam exposição a cadeias de suprimento de energia limpa.
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Crédito da imagem: Divulgação / BM&C News