Manutenção milionária da torre vira caso de engenharia extrema
Société d’Exploitation de la Tour Eiffel (SETE) – Símbolo máximo da França, a Torre Eiffel movimenta o caixa do turismo parisiense, mas cobra uma fatura pesada de conservação: a cada sete anos, a estrutura de 7.300 t passa por um “banho” de 60 t de tinta para conter a corrosão e suportar variações de temperatura que a fazem encolher até 15 cm nos meses mais frios.
- Em resumo: campanha de pintura mobiliza acrobatas, fecha setores ao público e custa milhões de euros.
Acrobatas pendurados a 300 m garantem a próxima década
O serviço é totalmente manual: 25 a 30 pintores escalam os 330 m da torre, raspando camadas antigas antes de aplicar o primer anticorrosão e, por fim, o tom “marrom-Eiffel”. Segundo dados compilados pela Reuters, esse tipo de manutenção especializada emprega mão de obra qualificada rara na Europa e virou benchmark para projetos metálicos.
São necessárias 60 toneladas de tinta especial a cada sete anos para proteger 18 mil peças metálicas, afirma a SETE.
Turismo pós-pandemia injeta fôlego, mas pressiona cronograma
Com a retomada global de viagens, o monumento voltou a receber cerca de 6 milhões de visitantes anuais, o que representa mais de €1 bilhão em impacto indireto na economia parisiense. Esse fluxo, porém, encurta janelas de fechamento para reformas: a SETE já estuda dividir o próximo ciclo de pintura em fases para não travar bilheterias – que, só com ingressos, geram mais de €80 milhões por ano, segundo balanço de 2023.
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Crédito da imagem: Divulgação / SETE