Selic alta trava novos projetos e fortalece quem já detém ativos premium
Empiricus Research – Em relatório recém-divulgado, a casa de análise aponta que a combinação de juros elevados (Selic a 14,5% ao ano) e inflação nos custos de obra criou um gargalo na oferta de galpões logísticos, abrindo espaço para valorização imediata de fundos que já controlam imóveis de padrão A.
- Em resumo: Desequilíbrio oferta-demanda dá poder de barganha a 3 FIIs recomendados pela Empiricus.
Custo de construção dispara e freia novos galpões
O preço do aço, concreto e mão de obra subiu bem acima do IPCA desde a pandemia, segundo dados compilados pela Bloomberg Línea. Com margens comprimidas, developers adiaram lançamentos, o que diminui a concorrência para os fundos já posicionados.
“O ponto central da tese é que o mercado começa a apresentar sinais de escassez antes mesmo de os preços refletirem integralmente o custo de reposição.”
São Paulo vira termômetro: vacância de 6,7% sinaliza repasses no aluguel
O estado concentra o principal hub logístico do país e já opera com vacância inferior a 7%, nível considerado de pleno emprego nos imóveis industriais. Para o investidor, isso significa espaço para reajustes reais de aluguel nas próximas revisões contratuais, reforçando o fluxo de caixa dos FIIs.
Analistas lembram que a aceleração do e-commerce e a tendência de nearshoring das cadeias de suprimento sustentam a procura por centros de distribuição modernos. Enquanto isso, a Selic elevada encarece o crédito e mantém o “freio de mão” puxado para novos projetos, cenário que historicamente impulsiona a cota dos fundos imobiliários bem capitalizados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Empiricus Research