Nova estratégia pró-vida sacode o mercado de reprodução assistida
Rejoice Fertility – A clínica norte-americana, sediada no Tennessee, ganhou holofotes recentemente ao oferecer fertilização in vitro (FIV) sem testes genéticos e sem descarte de embriões, posicionando-se num nicho religioso que movimenta milhões de dólares em tratamentos de fertilidade.
- Em resumo: o modelo limita a produção de embriões e reduz remédios, mas mantém custos entre US$ 8.000 e US$ 10.000 por ciclo.
Concorrência em alerta: demanda de casais religiosos cresce
O segmento de FIV nos Estados Unidos já fatura mais de US$ 6 bilhões anuais, segundo estimativas citadas pela Reuters. Ao prometer “zero descarte”, a Rejoice passou a atrair pacientes de vários estados – inclusive aqueles que antes evitavam o procedimento por objeções morais.
Especialistas calculam que existam cerca de 1,5 milhão de embriões congelados no país, número que o novo modelo tentará conter.
Custos, legislação e efeito cascata para o setor médico
A abordagem surge em meio a decisões judiciais que equiparam embriões a crianças em alguns estados, elevando riscos legais para clínicas tradicionais. Além disso, iniciativas federais para ampliar acesso à FIV podem esbarrar em pressões de grupos pró-vida, criando um cenário regulatório incerto.
Analistas apontam que, se a tendência ganhar tração, laboratórios terão de rever protocolos para reduzir excedentes e ampliar programas de “adoção de embriões”, prática já adotada pela Rejoice no chamado Embryo Rescue.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP Photo