Mercado concentra dois terços das probabilidades em apenas seis seleções, apontam contratos
Polymarket – A principal plataforma global de previsões, ao lado da Kalshi, já viu mais de US$ 1,3 bilhão trocar de mãos em contratos sobre quem erguerá a taça da Copa do Mundo de 2026, cifra que disparou desde o fim de abril.
- Em resumo: França assume 19% de probabilidade, Brasil estaciona em 9%.
A liquidez das apostas supera temas ligados à Seleção Brasileira
O tópico “quem será o campeão da Copa” reúne volume dez vezes maior que todos os mercados sobre a convocação brasileira somados. Levantamento publicado pela Reuters mostra que, globalmente, os contratos binários crescem 30% ao ano, impulsionados por eventos esportivos de grande visibilidade.
As seis seleções favoritas – França, Espanha, Inglaterra, Brasil, Argentina e Alemanha – concentram 66% de toda a probabilidade negociada, segundo dados consolidados de Polymarket e Kalshi.
Por que o Brasil perdeu fôlego nas cotações?
Mesmo dono de cinco títulos, o Brasil ficou atrás de europeus tradicionais ao marcar apenas 9%. A indefinição sobre o elenco de Carlo Ancelotti e a sequência de eliminatórias sem brilho pesam contra. Soma-se a isso a intervenção regulatória brasileira: desde abril, plataformas de previsão foram proibidas pela Comissão de Valores Mobiliários, reduzindo a participação doméstica no fluxo global.
Historicamente, mudanças de técnico costumam redistribuir cotações. Antes da Copa de 2018, por exemplo, a França também oscilava perto dos 15% e terminou campeã, reforçando a tese de que liquidez prematura raramente capta variáveis táticas de curto prazo.
O que você acha? A liderança francesa vai resistir aos amistosos e eliminatórias ou veremos outra virada nas odds? Para seguir o movimento dos mercados, acompanhe nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images