Fenômeno sonoro de Chichén Itzá surpreende cientistas e turistas
Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) – Erguida por volta do ano 1.000, a Pirâmide de Kukulcán segue movimentando a economia do turismo mexicano ao converter o som de palmas no canto preciso do quetzal, pássaro sagrado na Mesoamérica.
- Em resumo: a escadaria atua como instrumento acústico que replica a ave e atrai mais de 2 milhões de visitantes por ano.
Escadaria funciona como filtro acústico natural
Pesquisas lideradas pelo engenheiro acústico David Lubman mostram que a inclinação e a largura dos degraus de calcário criam um eco entre 500 e 1.500 Hz, faixa que coincide com o canto do quetzal; o estudo foi comparado a registros em florestas e alcançou 90% de similaridade, segundo análise divulgada pela Reuters.
Medições apontam que o retorno sonoro dura cerca de 100 ms, compatível com a assinatura temporal do pássaro, reforçando a hipótese de projeto arquitetônico intencional.
Turismo em alta e desafios de conservação do patrimônio
As entradas no sítio arqueológico renderam ao governo mexicano mais de US$ 90 milhões em 2023, de acordo com dados oficiais. No entanto, a elevada circulação de pessoas acelera a erosão superficial, exigindo barreiras físicas e monitoramento constante para preservar o efeito acústico.
Especialistas alertam que qualquer restauração fora dos parâmetros originais pode alterar a resposta sonora e, consequentemente, reduzir o fluxo de turistas. A atração ganha relevância extra em um cenário de recuperação global do setor de viagens, que o Banco Mundial projeta crescer 5% em receita este ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / INAH